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Consulta Ao Jogo De BÚzios em Santos/SP
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Consulta Ao Jogo De BÚzios



Data: Quinta, 31 de dezembro de 2020 à partir das 14h00
Local: Santos
Endereço: Avenida Conselheiro Nébias 644 Térreo


CONSULTA PARTICULAR COM EXÚ MARABÔ, JOGO DE BÚZIOS E BARALHO CIGANO.

TODAS AS CONSULTAS DEVEM SER AGENDADAS COM ANTECIPAÇÃO, HÁ UM NÚMERO LIMITADO DE CONSULTA/DIA - AGENDE JÁ!
CONSULTA AO JOGO DE BÚZIOS R$ 85,00 (OITENTA E CINCO REAIS) - ESPAÇO CULTURAL E HOLÍSTICO ARCANJO MIGUEL - BRASIL;ESTADO DE SÃO PAULO - CIDADE DE SANTOS - BAIRRO CAMPO GRANDE - RUA VISCONDE DE CAYRÚ Nº126 - TELEFONE AGENDAMENTO ESPAÇO CULTURAL E HOLÍSTICO ARCANJO MIGUEL: +55 (13) 3324-7331 COM ERICA, OU CRISTINA.

Bara Agbo

Por que Oxossi não aceita cabeça?
Nesta quinta dia do rei de ketu so premiados somos nós os seus Humildes suditos com este itãn maravilhoso OKE ARO BAMBOOÓ
Por babalorisá kleber ti ogún

Oxossi deu uma grande festa em comemoração de uma vitoria caçada. Matou um boi,
do qual a carne todos comeram, e colocou a cabeça num recipiente na porta do palácio.
Todos os orixás se faziam presente na festa. Oxum com suas faceirice encantava a
todos; Xango dançava freneticamente ao som dos tambores; Iyemanjá com sua elegância,
coberta de joias...
os inimigos de uma aldeia vizinha, sabendo do que estava acontecendo, se puseram à
espreitar, esperando o momento certo para assaltar a cidade. Mas quando chegaram perto da
entrada do palácio de Oxossi, a cabeça de boi mugiu, avisando a presença dos inimigos, os
quais foram pegos e mortos e a cidade salva do saque.
Daquele dia em diante, em consideração ao animal, Oxossi exigiu que não se
oferecesse cabeças em seus sacrifícios, e passou a cultuar o boi como animal sagrado. Por
este motivo as cabeças dos animais de Oxossi vão para o mato, e no caso de bicho de 4
pés, não se canta para oferecer o Orí(cabeça).

Animais e os ebós
No caso dos animais: No Odu Osa-Meji Iyami faz um acordo com Ifa de entregar seus filhos, os pássaros, para a salvação da humanidade. Em Owonrin-Monso (Owonrin-irosun), os quadrúpedes se tornam elementos de sacrifícios. Em Irete-Meji, Ifá proíbe o sacrifício de seres humanos e recomenda o sacrifício quadrúpede à Olorun.
Os animais de um modo geral substituem à vida humana, (uma vida por outra, considerado uma troca de cabeça), independentemente o mesmo é usado de acordo com seus instintos, habilidades ou virtudes que possuem; Esses habitualmente são mais adequados para Ebo:
Akukó: (Galo adulto brigão) é para boa saúde e disposição, vencer caso judicial, para mulher conseguir Marido, vencer inimigos, tirar desgraça, porque o galo representa o homem. É uma ave de batalha persistente, Arremesso, Defesa. Considerando seu instinto.
Akukó rere: (Franguinho de leite) é para ter boa saúde e vitalidade, vencer dificuldade, para a Moça conseguir Esposo, porque o frango representa o homem moço. É uma ave de vitalidade, ousadia, persistência. Considerando seu instinto.
Abebò: (Galinha adulta chocadeira) é para o mesmo caso prévio, mas usada para os homens, a galinha representa a mulher idosa, Maternidade, Passividade, Proteção, Subsistência. Considerando seu instinto.
Adiyé: (Franga nova) é para o mesmo caso prévio, mas usada para o Rapaz, a franga representa a mulher jovem, cheia de vitalidade, curiosidade, a Passividade, Proteção, Subsistência. Considerando seu instinto.
Akiko wewe (Garnisé) é para é para ter boa saúde e vitalidade, boa sorte, vencer inimigos, iniciativa, tirar desgraça.
Opipi: (ave arrepiada); considerada uma ave sem a capacidade de voar por suas penas serem arrepiadas, assim, por não possui força para decolar é usada contra os espíritos Arajé ou Oshô, se no caso de um espírito Ajé for um Ancestral de alguém, a ave Opipi deverá ser solta no quintal e jamais deverá ser sacrificada. Então o descendente deverá executar um Ebó-Etutu indicado por Ifá, quando o Opipi deverá ser solto no quintal na finalidade de inverter os efeitos de Arajé.
Eiyele: (Pombo caseiro) dado a capacidade de reproduzir, aglomerar-se, fazer seus os ninhos, voar tranquilamente sobre muitos perigos é para proteção, amparo, longa vida, filhos, casa, dinheiro, prosperidade, união no matrimônio, boa sorte.
Njoro (coelho); é para ter filhos dado a sua capacidade de reprodução, mas dado a sua capacidade de escapar e se esconder é para escapar da morte e problemas de justiça.
Obuko (cabrito) é para saúde, vencer dificuldade, problemas judiciais, vencer inimigos, tirar desgraça, conquistar marido, (substituto do ser humano).
Ewure (cabra) é para boa saúde, ter filhos, conquistar esposa, (substituto do ser humano).
Agutan (carneiro) é para saúde, tirar desgraça, problemas judiciais, problemas com inimigos, (substituto do ser humano).
Agbo-Agutan (Ovelha) é para boa saúde, tranqüilidade, ter filhos, (substituto do ser humano).
Awo Ifun (Galinha da guiné branca), devido à capacidade de escapulir diante dos seus perseguidores é para problemas judiciais, perseguições, falência financeira, escapar de espíritos perversos.
Awo Etú: (Galinha da guiné); devido à capacidade de escapulir diante dos perseguidores é para problemas judiciais, perseguição e escapar de espíritos perversos.
Devido a sua cor carijó, é especialmente usada para consagração de Rituais e Assentamentos.
Aparo (codorna/perdiz): Para problemas de Perseguições, devido a sua característica de fugir com facilidade escapulindo diante de seus perseguidores. A pena de Aparo é principalmente utilizada no culto de Ogun/Logun contra Bruxarias e outras forças destrutivas.
Elede (Porco): é para finanças, prosperidade, abundancia e desenvolvimento financeiro em geral, mas também para reprodução e saúde quando sacrificado diretamente à Iyami Onilé (Mãe Terra).
Oromodié (Pintinho); é para a abertura do Orun, para o durante o nascimento, as iniciações e o Etutu.
Pepeyé (Pato): é para neutralizar um inimigo, causar o esquecimento e manter-se alerta, oferecido camufladamente em Ibori numa cabeça obsessivamente apaixonada.
Igbin (Caracol): é o único animal que não é hostil com qualquer outro, seus movimentos são lentos dá sensação de resignação, conforto e tranqüilidade. Por isso é para pacificar, tranqüilizar, atenuar situações agressivas, fecundidade, longevidade e equilíbrio. Nos rituais é utilizado como elemento de fecundação sobre o sangue vermelho, apaziguar às Iyami, defesa contra desgraças, choques, acidentes, evitar destruição e confusão.
Ajapa = Ijapa (Cagado/Jabuti): devido à capacidade de carregar nas costa sua própria casa resistente, sua força, obstinação e longa vida, é utilizada para obtenção de longevidade, casa própria, saúde, força, defesa contra ataques, livrar-se de desgraças e proteção contra acidentes.
Awun; (Tartaruga Marítima) devido sua resistência e durabulidade é usada para obter longevidade, saúde, vitalidade.
Akika (tatu), por seu instinto de se esconder em buracos e sua capacidade de defesa através da sua couraça é utilizado para obter, sucesso financeiro, comércio, saúde, casa, proteção contra acidente e perseguidores.
Eja (Peixe): Vivo seu sacrifício é para propiciação ao Ori, a fim de prosperidade, abundância financeira, fertilidade, para atrair um Egun, Cerimônias de rigor e reprodução. Defumado é muito utilizado em vários Adimu e Oogun (magias).
Existem certos tipos de peixes, como o Eja-Oro (peixe de lama), Eja-Kika (bagre ou peixe-gato) eles têm uma facilidade de escapulir e se esconder fugindo de perseguidores, e também uma grande vitalidade e uma enorme capacidade de sobrevivência, por exemplo, até mesmo na falta de água.
Eja-bo (pargo) é o animal que conecta um Ori com Olodumare (Deus).
Ejá-Dada (Peixe Tilápia). Animal que se reproduz em abundância, utilizado pada atrair a prosperidade, fartura, multiplicação.
Ejá-Olokunkun; (Mero) é o peixe mais fértil do mundo. Usado em ritos de fertilidade, prosperidade, fortuna, riqueza, sucesso e abundancia.
Aja (Cachorro): sacrifícios diretos para fins de saúde e vencer na vida através de favor do Orisa Ogun. Animal que acalma este Orisa.
Ekú (Preás): é para Assentamento de Orisha Elegbara-Eshù, e também para saúde, escapar da morte, perseguição ou injustiça, isso pela sua habilidade de escapar e esconder-se, utilizado ainda na Oogun para gestação, porque igual ao peixe, eles dão à luz continuamente, etc.
Eku-Emó (Cutia) é para saúde, escapar da morte, perseguição ou justiça, isso pela sua habilidade de escapar e esconder-se.
Okete ou Ekutele (Gambá ou Seringue); é utilizado para Matrimônio, obter Casa, Dinheiro, Gestação e varias outras Oogun (magias).
Okin (Pavão): Utilizado somente no Ibori de Sacerdotes e Governantes, é para autoridade, controle, governo, direção, liderança, domínio.
Tulutulu (Peru): Utilizado somente no Ibori de Sacerdotes e Governantes, é para autoridade, controle, governo, direção, liderança, domínio.
Agbonrin (Cervo ou Veado galheiro); Utilizado somente no Ibori de Sacerdotes e Governantes, é para Governo, controle, saúde, ajustamento, justiça.
Ologbo (Gato e outros felinos); algumas partes deste animal, são utilizadas afim de evitar qualquer tipo de perdas, anular feitiçarias, evitar prejuízos financeiros.
Agan ou Oga (Lagarto); é para proteção contra Ajé Dudu (magia negra) e Ojiji (feitiço de morte).
Agemó (Camaleão); é para proteção contra Ajé Dudu (magia negra), usado na composição do Adosu utilizado pelos iniciados.
Ooni (Crocodilo ou Jacaré); é para proteção em geral, saúde, o único animal que Sòpònnà a divindade da varíola não conseguiu matar
Esù - O principio dinâmico de todas as coisas.
COMO NASCEU EXU

As histórias dos mais velhos nos contam que no início dos tempos só existia o ar. OLORUN, o deus supremo, era uma massa infinita de ar. Quando começou a se mover lentamente e respirar, uma parte do ar foi transformada em água, originando OBATALA, o grande Orixá do branco.
O ar e a água se moveram ao mesmo tempo, e uma parte transformou-se em lama, e dela brotou um montículo, que foi a primeira matéria dotada de forma - um rochedo lamacento e avermelhado, de laterita.
Olorun soprou seu hálito sobre o montículo, dando-lhe vida. Foi a primeira forma com existência própria - o proto-exu.
Exu é o primeiro ser criado, o símbolo do elemento procriado. Em seguida, por formas diferentes, é que surgiram os outros Orixás.

COMO EXU PASSOU A SER REPRESENTANTE DE ORUNMILÁ

Exu era filho de Orunmilá. Olodumare, o Deus supremo, Rei-de-tudo-que-existe, mandou Orunmilá descer ao mundo para tomar conta de todas as pessoas e coisas.
Havia muitos Orixás, mas Exu destacava-se em tudo; era o mais forte, inteligente e atirado. Além disso era muito mau, por qualquer coisa se vingava, e não gostava de ser contrariado.
Nas reuniões tomava a frente de tudo, e brigava com todos. Os outros orixás, com medo dele e para não se aborrecerem, deixavam-no fazer o que quisesse. Por esse motivo Exu passou a ser o representante, o mensageiro dos Orixás, e o representante de Orunmilá.
Mais tarde houve uma disputa entre Exu e Oxalá para determinar qual era o mais respeitável. Oxalá provou sua superioridade, apoderando-se da cabaça onde estava o poder de Exu, e transformando-o assim em seu servidor. Da mesma forma numa disputa com Obaluaiê, Exu foi derrotado.

COMO EXU PROMOVEU UM MASSACRE NA CIDADE

Conta a lenda que Exu foi procurar uma rainha que era desprezada pelo marido, e se propôs a preparar um amuleto que faria o rei voltar a amá-la. Pediu-lhe apenas uns fios de barba do rei, cortados com uma faca.
Procurou em seguida o príncipe herdeiro, filho da rainha, que morava num palácio distante e o convenceu de que o rei ia partir para uma guerra e tinha mandado chamá-lo, juntamente com seus guerreiros.
Finalmente foi ao rei e disse que a rainha, ferida pela frieza dele, planejava matá-lo naquela noite.
Quando anoiteceu, o rei deitou-se e fingiu dormir. Logo viu a rainha entrar com uma faca na mão e aproximar-se de sua garganta. Claro que ela queria apenas uns fios de barba, mas ele acreditou que ela fosse matá-lo.
O rei a desarmou, e começaram a discutir e brigar, fazendo muito barulho. O príncipe, que chegava com seus guerreiros, ouviu os gritos da mãe e viu o pai com uma faca na mão, julgando que ele ia matá-la.
Ao ver o filho e seus guerreiros, armados, entrando em seu palácio, o rei acreditou tratar-se de uma invasão para matá-lo e tomar o poder. Gritou por socorro, e seus soldados imediatamente acudiram.
Essa grande confusão gerou um massacre que acabou com a família real e seus guerreiros.
EXU, FILHO DE ORUNMILÁ

Olodumare mandou Exu para ser auxiliar de Oxalá. Por sua vez Orunmilá, desejoso de ter um filho, foi procurar Oxalá, aquele que criava os seres. Este mandou-o voltar em um mês. Orunmilá impaciente, pediu para levar aquele que estava no portão de casa, que era Exu. Oxalá, diante da grande insistência de Orunmila, acabou concordando, mas explicou que Exu não deveria ser mimado.
Para se tornar pai de Exu, Orunmilá deveria colocar suas mãos sobre Exu e sua mulher Yebíìru, conceberia um filho. A criança seria o próprio Exu, Alagbara, senhor do poder.
Assim que a criança nasceu Orunmilá pronunciou seu nome, e Exu respondeu: Mãe, mãe, eu quero comer preás! Orunmilá reuniu todas as preás que encontrou, e Exu comeu-as todas. No dia seguinte Exu quis comer todos os peixes, e no terceiro dia todas as aves. Ele chorava e gritava, e Orunmilá fazia-lhe as vontades. No quarto dia disse que queria comer carne, e o pai lhe trouxe todos os quadrúpedes. Mas Exu não se satisfazia, e continuava a chorar.
No quinto dia, Exu disse: Mãe, mãe, eu quero comê-la e a mãe respondeu: Filho, come, come. Exu engoliu a própria mãe. Orunmilá correu a consultar Ifá, que recomendou uma oferenda, que ele deu. No sexto dia Exu disse: Pai, Pai, eu quero comê-lo. Ao se aproximar, Orunmilá pegou a espada e o partiu em pedaços, que se espalharam e se transformaram em laterita.
Os pedaços se juntaram e o que restou dele levantou-se e fugiu pelos nove espaços do céu (orun), que ficaram povoados de exus. No último espaço, Exu fez um acordo com Orunmilá: Este parava de perseguí-lo, e todos os exus executariam as ordens de Orunmilá e o ajudariam, como se fossem seus verdadeiros filhos. Orunmilá pediu, e Exu devolveu Yébíìru. Eles foram morar em Iworo, e ela deu à luz muitos filhos, de ambos os sexos.

COMO EXU SE TORNOU O MENSAGEIRO DOS ORIXÁS

Esta história foi contada pelo Odu Oxetuá.
Exu tentava apoderar-se do comando dos Orixás, e foi consultar Ifá, através dos Babalaôs, para saber como realizaria seu desejo. Todos disseram que Exu deveria fazer uma oferenda que incluía penas de papagaio vermelho (ecodidé). Feita a oferenda os Babalaôs deram uma pena ecodidé a Exu para que ele a usasse, e recomendaram que ele não deveria colocar nenhum carrego na cabeça pelo menos por três meses.
Acontece que o efeito da oferenda fez com que Olodumare tivesse a idéia de saber qual Orixá estava zelando melhor pelo mundo, e convocou todos os Orixás para uma reunião. Todos começaram a se preparar, e reunir os presentes que levariam para Olodumare. Partiram em fila, e Exu, que não podia carregar nada, colocou seu ecodidé na cabeça e foi junto com os demais.
Ao chegarem, Olodumare fitou-os e sem perguntar nada leu em seus corações como eles se conduziam. Chamou aquele que estava com ecodidé, e disse que ele era o que conseguiu reunir todos os habitantes da Terra, e que conduziu todos os Orixás com seus carregos. Exu não disse nada, só Axé.
Olodumare disse a todos que ao chegarem a suas casas deveriam procurar Exu sempre que precisassem enviar-lhe uma mensagem ou sugestão. Todos concordaram, e Exu, por ordem de Olodumare, foi quem os conduziu de volta à Terra. Todos festejaram o acontecimento junto com Exu.
Os outros Orixás começaram a imitá-lo, usando ecodidé na cabeça como símbolo de axé, durante rituais e sacrifícios. Foi assim que Exu se tornou Asiwajú - aquele que vai à frente dos demais.

COMO NASCEU EXU

As histórias dos mais velhos nos contam que no início dos tempos só existia o ar. OLORUN, o deus supremo, era uma massa infinita de ar. Quando começou a se mover lentamente e respirar, uma parte do ar foi transformada em água, originando OXALÁ, o grande Orixá do branco.
O ar e a água se moveram ao mesmo tempo, e uma parte transformou-se em lama, e dela brotou um montículo, que foi a primeira matéria dotada de forma - um rochedo lamacento e avermelhado, de laterita.
Olorun soprou seu hálito sobre o montículo, dando-lhe vida. Foi a primeira forma com existência própria - o proto-exu.
Exu é o primeiro ser criado, o símbolo do elemento procriado. Em seguida, por formas diferentes, é que surgiram os outros Orixás.

COMO EXU PASSOU A SER REPRESENTANTE DE ORUNMILÁ

Exu era filho de Orunmilá. Olodumare, o Deus supremo, Rei-de-tudo-que-existe, mandou Orunmilá descer ao mundo para tomar conta de todas as pessoas e coisas.
Havia muitos Orixás, mas Exu destacava-se em tudo; era o mais forte, inteligente e atirado. Além disso era muito mau, por qualquer coisa se vingava, e não gostava de ser contrariado.
Nas reuniões tomava a frente de tudo, e brigava com todos. Os outros orixás, com medo dele e para não se aborrecerem, deixavam-no fazer o que quisesse. Por esse motivo Exu passou a ser o representante, o mensageiro dos Orixás, e o representante de Orunmilá.
Mais tarde houve uma disputa entre Exu e Oxalá para determinar qual era o mais respeitável. Oxalá provou sua superioridade, apoderando-se da cabaça onde estava o poder de Exu, e transformando-o assim em seu servidor. Da mesma forma numa disputa com Obaluaiê, Exu foi derrotado.

COMO EXU PROMOVEU UM MASSACRE NA CIDADE

Conta a lenda que Exu foi procurar uma rainha que era desprezada pelo marido, e se propôs a preparar um amuleto que faria o rei voltar a amá-la. Pediu-lhe apenas uns fios de barba do rei, cortados com uma faca.
Procurou em seguida o príncipe herdeiro, filho da rainha, que morava num palácio distante e o convenceu de que o rei ia partir para uma guerra e tinha mandado chamá-lo, juntamente com seus guerreiros.
Finalmente foi ao rei e disse que a rainha, ferida pela frieza dele, planejava matá-lo naquela noite.
Quando anoiteceu, o rei deitou-se e fingiu dormir. Logo viu a rainha entrar com uma faca na mão e aproximar-se de sua garganta. Claro que ela queria apenas uns fios de barba, mas ele acreditou que ela fosse matá-lo.
O rei a desarmou, e começaram a discutir e brigar, fazendo muito barulho. O príncipe, que chegava com seus guerreiros, ouviu os gritos da mãe e viu o pai com uma faca na mão, julgando que ele ia matá-la.
Ao ver o filho e seus guerreiros, armados, entrando em seu palácio, o rei acreditou tratar-se de uma invasão para matá-lo e tomar o poder. Gritou por socorro, e seus soldados imediatamente acudiram.
Essa grande confusão gerou um massacre que acabou com a família real e seus guerreiros.

EXU, FILHO DE ORUNMILÁ

Olodumare mandou Exu para ser auxiliar de Oxalá. Por sua vez Orunmilá, desejoso de ter um filho, foi procurar Oxalá, aquele que criava os seres. Este mandou-o voltar em um mês. Orunmilá impaciente, pediu para levar aquele que estava no portão de casa, que era Exu. Oxalá, diante da grande insistência de Orunmila, acabou concordando, mas explicou que Exu não deveria ser mimado.
Para se tornar pai de Exu, Orunmilá deveria colocar suas mãos sobre Exu e sua mulher Yebíìru, conceberia um filho. A criança seria o próprio Exu, Alagbara, senhor do poder.
Assim que a criança nasceu Orunmilá pronunciou seu nome, e Exu respondeu: Mãe, mãe, eu quero comer preás! Orunmilá reuniu todas as preás que encontrou, e Exu comeu-as todas. No dia seguinte Exu quis comer todos os peixes, e no terceiro dia todas as aves. Ele chorava e gritava, e Orunmilá fazia-lhe as vontades. No quarto dia disse que queria comer carne, e o pai lhe trouxe todos os quadrúpedes. Mas Exu não se satisfazia, e continuava a chorar.
No quinto dia, Exu disse: Mãe, mãe, eu quero comê-la e a mãe respondeu: Filho, come, come. Exu engoliu a própria mãe. Orunmilá correu a consultar Ifá, que recomendou uma oferenda, que ele deu. No sexto dia Exu disse: Pai, Pai, eu quero comê-lo. Ao se aproximar, Orunmilá pegou a espada e o partiu em pedaços, que se espalharam e se transformaram em laterita.
Os pedaços se juntaram e o que restou dele levantou-se e fugiu pelos nove espaços do céu (orun), que ficaram povoados de exus. No último espaço, Exu fez um acordo com Orunmilá: Este parava de perseguí-lo, e todos os exus executariam as ordens de Orunmilá e o ajudariam, como se fossem seus verdadeiros filhos. Orunmilá pediu, e Exu devolveu Yébíìru. Eles foram morar em Iworo, e ela deu à luz muitos filhos, de ambos os sexos.

COMO EXU SE TORNOU O MENSAGEIRO DOS ORIXÁS

Esta história foi contada pelo Odu Oxetuá.
Exu tentava apoderar-se do comando dos Orixás, e foi consultar Ifá, através dos Babalaôs, para saber como realizaria seu desejo. Todos disseram que Exu deveria fazer uma oferenda que incluía penas de papagaio vermelho (ecodidé). Feita a oferenda os Babalaôs deram uma pena ecodidé a Exu para que ele a usasse, e recomendaram que ele não deveria colocar nenhum carrego na cabeça pelo menos por três meses.
Acontece que o efeito da oferenda fez com que Olodumare tivesse a idéia de saber qual Orixá estava zelando melhor pelo mundo, e convocou todos os Orixás para uma reunião. Todos começaram a se preparar, e reunir os presentes que levariam para Olodumare. Partiram em fila, e Exu, que não podia carregar nada, colocou seu ecodidé na cabeça e foi junto com os demais.
Ao chegarem, Olodumare fitou-os e sem perguntar nada leu em seus corações como eles se conduziam. Chamou aquele que estava com ecodidé, e disse que ele era o que conseguiu reunir todos os habitantes da Terra, e que conduziu todos os Orixás com seus carregos. Exu não disse nada, só Axé.
Olodumare disse a todos que ao chegarem a suas casas deveriam procurar Exu sempre que precisassem enviar-lhe uma mensagem ou sugestão. Todos concordaram, e Exu, por ordem de Olodumare, foi quem os conduziu de volta à Terra. Todos festejaram o acontecimento junto com Exu.
Os outros Orixás começaram a imitá-lo, usando ecodidé na cabeça como símbolo de axé, durante rituais e sacrifícios. Foi assim que Exu se tornou Asiwajú - aquele que vai à frente dos demais.

Poema de Esù

ILE OGERE ,
IBÁ! IWO NAA NI A O KOKO TE, KI A TO TE OMI.
ÈSÚ ÒDARA, IBÁ! IBÁ OGANJO.
IBÁ ASESE YO OORUN,
IBÁ ÀKODA,
ÌBÁ ASEDA,
TIN SE EBORA AYE. ÌBÁ ÈSÚ NI A NDA KI A TO BO ORÍSÁ.
MO DURO, MO JUBÁ ÈSÚ!
MO BERE, MO JUBÁ ÈSÚ
MO JUBÁ OKÙNRIN,
MO JUBÁ OBIRIN ,
MO JUBÁ OMODE ,
MO JUBÁ AGBÁ.
ÌBÁ GBOGBO YIN KIN NTO MU AWOSE,
MO WA LA TI WA JUBÁ RE ÈSÚ ALAGBARA ALASE OMO ELEDUMARE.
ÌBÁ NI TIRE ÈSÚ, AH! ÌWO ELEGBARA,
EBORA OLOWO IJO,
A SE OTUN, SE OSIN, LA NI ÌTÍJU,
ÈSÚ ÒDARA JE OWURO MI O SAN MI.
ÈSÚ ÒDARA JE ALE MI O SAN MI.
ÈSÚ ÒDARA TI NJE LATOPÁ, ELEPO LENU,
ÒDARA TI NJE ELEGBARA,
A YI KONDUN SI EYIN ,
ELEYIN, OKUNRIN ONA, OKUNRIN OGUN, ONILÈ ORÍTA,
AGBÁ ÒRISA A SORO NAA DI OMIRAN,
LAROYE-O, LAROYE-O. OMI LERO INÁ, EPO LERO ÈSÚ,
ÌBÁ MI NAA FUN EYIN ÌYÁ MI ÒSÓRONGÁ,
A PA ENI MA YO IDA,
OLOKIKI ORU OKO NSISE,
ORI ÌLE NI, AYANE MO NAA NKO-O,
ORÍ ÌLE NAA NI ,
LEGBARA MO JUBÁ RE O,
MA JE ÌLE YI O YO, MO MI LESSE-O.
ÀGBA DA NI NGBA OHUN AKARA OMO ELEDUMARE,
IWO LO PA OKÓ SINU INÁ O PA ALE SI IDI ARO,
O TUN WA PA ÌYÁ WO SI EHIN ÌLE,
ÌBÁ RE E, EBÍTA OKUNRIN MA PA MI,
MA SI PA ENYIAN,
SIMI LORUN-O,
ÈSÚ LAALÚ, MO YILE, ÌBÁ YIN O,
IWO EBORA OLOWO,
MO JUBÁ RE O,
OBÁ AWON ÌMALE ENI TI KO MO E NI NPE E, NI ONIKUMO,
EMI NI ORÍGBEMILEKE OMO ÈSÚ ODARA KI OHUN BURUKU O ,
PARADA LAYE MI O.
EYIN OKANLENIGBA EBORA ÍNU AYE, ÌBÁ YIN O .
MO TUN JUBA OGANJO TI NSE OMO IYA ORU,
OLOJO ÌBÁ.
AH! ÈSÚ GANRANGARAN, LEBARA WA GBO OHUN MI O,
ÌBÁ OMI NI A NJU, KI A TO PA EJA.
ÌBÁ IGBO NI A NJU, KI A TO SODE.
ÌBÁ NAA NI A NJU ,KI A TO PA EYE BI OMODE BA DE ÍBI ORO LA JUBÁ AWON ÌYÁ MOGUN, AWON ÌYÁ MOGUN PELU ÁSÈ ÈSÚ ÒDARA WON A FÍ ORÍ RE TELE APO .
ÈSÚ LAALU MO JUBÁ RE O ÌKORÍTA METÁ,
AYE TOUN ORUN,
ÌBÁ. EYIN AYE, E MA DA ILE MI O NKO NI DA TÍ YIN NAA O ENI BÁ DALE,
KI ÌLE UM LO O ,
ÈSÚ ALÀSE ÒRÍSA OUN LO SE ALAKOSO WA,
LE TI ODO ODALEBERU LEGBE,
YEYE A TI PEREGUN OMI, ODO NAA RE O KO TÍÍ GBE O,
YEYE ETI ODO NAA RE O KO TI GBEO,
PEREGUN ETI ODO NAA RE O KO TÍÍ GBE O.
EWE ORI WON KO TI WO O .
ÈSÚ MA JE ORI MI, ELEDA MI O O SIN MI SILE O,
MO TUN NFIBA AWON OKANLENIGBA IMALE TI WON NSE OJISE ELEDUMARE.
ÌBÁ ÈSÚ LAALU ENI TI E NGBA ASE LOWORE, LEGBARA, LEGBARA
ÌRAWO ÀKODA TI MO NWO YI TI NSE AYA OJU,
ÌBÁ. ÈSÚ ÒDARA IRAWO ÁKODA,
ÁSÉ EBÓ LOWO,
BINBA RUBO NKO O ,
JE EBÓ MI ODÁ O,
A JEBÓ JEEBÓ MI O DA ,
A AJEBO MO TUN JUBÁ OORUN,
EYI TI NSE AYA, OWURO KUTU ,
ORI MI, ELEDA MI ,
ÌBÁ RE O.
IGI HU NINU IGBO,
ORÍ ILE NI ADA NSISE,
ORÍ ÌLE NI. MO TUN JUBÁ EYIN ÌYÁMI ÒSÓRONGA
OPIKI ELESE OSUN,A JEFUN JEDO.
ÈSÚ, MA JE AWON ÌYÁ MOGUN FI ORÍ MI TELE APO KIN LE GBO,
BÍ O GBO noKIN TO TO ,
KI OJO MI O DALE-O EYIN OKANLENIRINWO IMALE NAA NKO O,
ÌBÁ NI MO NJE, ISE KO NI MORAN YIN E MASE AÍ, KO JE MI O E MA GBAGBÈ ÌRUKERE. ÈSÚ LAALU,
ÌBÁ RE O, JE ÌLE AYE, MI OSAN MI ,KI O TU NI NEGENNEGEN BI OMI ODO A FI OWURO PON O ,
ÈSÚ ODARAA KASE NLE KI NRIBI LO , EMI LOMO ARO GIDIGBA TÍ NBO LONA.
LAALU, MA JOKO LE MI, KI O MA TUN JOKO LE OMO MI .
ÈSÚ OKUNRIN KUKURU TI NBE L'ONA OJÁ,
ÈSÚ LAALÚ, MO JUBÁ RE O,
ÌBÁ A JE O , ÌBÁ ÈSÚ!!

Tradução:

Terra eu te saudo! É sobre voce que caminha primeiro antes de pisar na água, èsú òdara, saudações! saudações à madrugada, saudações ao sol nascente, saudações ao sol poente, saudações aos prímordios, saudações aos criadores, que são veneráveis. a saudação à èsú é a primeira a ser feita, antes venerar a qualquer Òrísá . De pé, eu saúdo a èsú; abaixado eu saúdo à èsú; deitado, eu saúdo èsú. Minhas saudações aos homens, minhas saudações as mulheres, minhas saudações as crianças, minhas saudaçoes aos mais velhos. Saudações à todos voces antes de iniciar os mistério. Eu vim especialmente para saudar voce èsú. O poderoso dono do ásé e filho de Deus. Essas saudações são suas Elegbara, elas são suas èsú. Ah! voce Elegbara, o venerável que tem nas mãos o poder da intriga; que tanto joga no lado direito, como no esquerdo sem o menor constragimentos. Èsú òdara, faça com que a minha manhã seje fávoravel, èsú òdara faça com que a minha noite seje favorável. Èsú Òdara que se chama látopá, que tem em sua boca o dendê. Òdara que se chama Elegbara, que posa nas costas dos outros. O sr dos caminhos, o sr das guerras, que tem a sua morada em frente as casas e na encruzilhada. Orísá velho que muda o conhecimento do passado, o poder da água paga o fogo, o poder do dendê acalma èsú. Minhas saudações a voces minhas mães, que matam sem utilizar nenhuma arma; são voces, donas da madrugada. A enchada trabalhando, è sobre o orí, com persistência espalhando o conhecimento. O DESTINO MANIFESTA-SE SOBRE A TERRA, LEBARA EU VOS SAÚDO, que eu não caia sobre a terra, que ela não trema sob meus pés. É o dendê quente que ouve a voz do akará, filho de Deus voce matou o marido dentro do fogo e que ao fazer a mesma coisa com sua amante, foi deixar a esposa morta no quintal da casa. Saudações, a voce homem forte e dinâmico, não me mate e não mate a nínguém perto de mim ou de onde eu estiver.Èsú o famoso, estou na terra saudações a voce. Voce o venerável dono do dinheiro. Saudações a voce, o rei dos veneráveis. Aquele que não conhece voçe é quem o chama de, o homem do porrete. Eu sou aquele , cujo o Ori me protege dos inimigos; o filho de Èsú, o generoso; para que as coisas ruins desapareça de minha vida. Voces que são as 401 divindades veneráveis e que habitam àye, eu vos saúdo. Saudo novamente o dia, que tem seu parentesco na madrugada. Senhor do hoje, saudações a voce. Ah! èsú esse infinito, Legbara venha me ouvir, a água é o primeiro elemento A ser saudado antes da pesca. A floresta é o primeiro elemento a ser saudado antes da caça. É a mesma floresta que se sauda, antes de se pegar pássaros nela. Quando um jovem chega na arvore oro, e ele deixa de saudar à arvore das ìyás mogun, as ìyás mogun junto com o ásé de èsú Odara pegam o Orí desse jovem e colocam dentro de sua bolsa. Èsú láalu eu te saúdo, as tres encruzilhadas que ligam o mundo vísível ao ín vísivel, saudações. Minhas mães Òsóronga, não me traiam, eu também não trairei voces. Quem trair a terra, que a terra leve embora. èsú o portador do ásé do òrísa que nos uniu para juramento de fidelidade, na beira do rio perto das àrvores sagradas yeye e peregun. Vejam a água deste mesmo rio, ele ainda não secou e nem secara. vejam a arvore sagrada yeye, que está na beira deste mesmo rio, esta àrvore não secou e nem secara. Peregun sagrado está na beira deste mesmo rio, está ``````arvore não secou e nem secará, as folhas dela ainda estão verdes e não cairão.´Èsú de força ao meu Orí e a meu Eledá, para que eles não me abandonem, Minhas saudações também as 201 divindades, que são mensageiras de Deus. Saudações èsú famoso aquele de cuja mão nós recebemos áse. Legbara, Legbara, a primeira estrela a ser criada, eu lhe tenho temor e respeito, aquele que é o alimento dos olhos, saudações. Esú Òdara, primeira estrela a ser criada, pertence a voçe o ásé dos ebós. Quando eu fizer ebó, faça com que meu ebó tenha asé e seja aceito. Saudações , ao amanhecer do dia que é parente da madrugada, saudações a vocês, a àrvore nascida dentro da floresta, o faz sobre Ori. O facão trabalhando, é sobre Ori. Eu saúdo também, minhas mães òsórongá, as louváveis que enfeitam os pés com osún e que se alimentam de intestinos e fígados. Èsú me proteja das ìyá mogun, para que não coloquem meu Orí em sua bolsa; para que eu amadureça e viva por muito tempo, que eu seje grande o suficiente para poder fazer as coisas, para que eu viva por muito tempo. E voces as 401 Divindades, eu vos saúdo, não estou mandando em voces, não deixem de me atender, não se esqueçam de mim. O milho quando nasce, a sua espiga não esquece de fazer aparecer o pendão, Èsú famoso, saudações a ti para que tudo em minha vida seja favoràvel à mim, que tudo me seja perfeitamente harmonioso. Como a aguà do rio ao ser apanhada pela manhà,Esù Odarà afaste os obstàculos para que eu possa passar, eu sou filho daquele poderoso veneràvel que està no caminho. LAÀLU não monte em mim ,naõ monte sobre meus filhos. Esù homem baixinho que fica no caminho da feira. Esù não me manipule negativamente. Esù famoso eu te saùdo. Saudações a você Esù.
Esù Descobre o Ouro
Esù nunca gostou de ficar parado num só lugar, seu prazer era andar pelas tribos, chamar a atenção de todos, contando suas aventuras (sempre aumentando um pouquinho) e gabando-se por suas descobertas.
Muitas vezes causava intrigas, fazendo o leva-e-traz, pois tinha acesso livre a todos os reinos. Embora fosse brincalhão (deleitava-se ao pregar uma peça em alguém), gostava de estar sempre bem com todos, pois era muito político, fazia de tudo para agradar.
Muitos o estimavam, era o òrìsá com maior número de adoradores, ele conquistava a admiração de todos, fosse com suas previsões, dadas pelo seu jogo de búzios, fosse com uma boa conversa: falava do que sabia com eloquência e do que não sabia, sofismava com eloquência, quando era surpreendido num assunto que pouco sabia, mudava de assunto tão rapidamente que ninguém percebia.
Sua chegada às tribos era motivo de festa, as crianças saiam saltitantes de moradia em moradia, anunciando entre palmas e gritos. As pessoas se atropelavam e o circundavam, tentando tocá-lo. Quando ele parava no meio da aldeia, todos se sentavam a sua volta, ouvindo-o contar as notícias e suas peripécias, que provocam risos e veneração.
Esù era sempre portador de uma novidade, trazendo sob suas vestes algo inusitado, curiosidades que arrancavam urros de espanto dos espectadores. Quando percebia que as pessoas se cansavam de seus pertences e suas histórias e não lhe davam a devida atenção, ou ele aprontava uma pilhéria, ou entediava-se e ia embora, procurando obter a esperada consideração em outra tribo.
Numa dessas visitas a uma tribo, enquanto Esù contava suas aventuras com maestria, um forte tremor de terra fez com que todos os espectadores debandassem entre gritos desesperados, deixando o narrador sozinho no meio da aldeia. Após o rápido terremoto, o silêncio era tão grande que se podia ouvir o pensamento do pandego. Passou por sua mente a vontade de descobrir o que sucedera.
Era Odudua, a mãe natureza, demonstrando sua ira, devido à grande devastação que ocorrera numa disputa entre tribos, onde uma botou fogo na vegetação da outra, em busca de enfraquecimento do inimigo. O incêndio atingiu grande parte de uma floresta, dizimando a fauna e a flora da região.
Perplexo, ele levantou-se como quem esperava o pior, pois o silêncio era um mau presságio. Quando ele ameaçou caminhar, um novo tremor sucedeu desta vez, mais forte e duradouro, as pedras rolaram e os gritos ecoaram pela aldeia, grandes árvores caíam por terra, arrastando consigo séculos de história. Os pássaros abandonavam as árvores em revoada, os macacos pulavam de galho em galho em total desespero.
Aos pés de Esù o chão começou a se abrir, formando uma imensa fenda, fazendo a terra sangrar, mostrando a lava incandescente. Quando a ferida começou a cuspir bolas de fogo, o chão parou de tremer. O fogo não abalou a confiança dele, que mesmo em meio à grande e espessa fumaça, avistou um material que brilhava como a luz do Sol. Dando vazão a sua curiosidade, chegou perto da lava, uma vez que ele era o senhor do fogo e dos vulcões, o calor não lhe fez mal algum. Com as mãos colheu o material, tratava-se de uma esfera de brilho estonteante, cuja cor dourada chegava a ofuscar seus olhos, que eram duas bolas de fogo. Frente à infinita beleza, ele decidiu apossar-se da bola brilhante no intuito de juntá-la às suas outras descobertas, que ficavam escondidas em sua gruta, cujo caminho só ele conhecia.
A fumaça e a lava já se dissiparam, quando o pandego, vislumbrando seu achado, dirigia-se para fora da aldeia. Tomado por um grande delírio, pôde ouvir alguém atrás de si. Era o chefe da aldeia, correndo em sua direção, tropeçando, gritando aflito:
- Oh! Senhor das peripécias, eu suplico, não carregues nosso precioso objeto, pois nele está o sustento de nossa aldeia! Se tirá-lo de nós, tudo a nossa volta ruirá!
Demonstrando profundo desdém, o viril òrìsá abandonou o local, tomado pela energia da valiosa esfera.
À medida que Esù se afastava, o que havia sobrado da aldeia caía por terra, dizimando todos que ali estavam transformando tudo em pó e profundo silêncio.
Osun na gruta de Esù
Osun acordou num lugar iluminado por labaredas que saiam de fendas no chão, estava deitada sobre macias peles de animais que não davam para precisar quais eram. Sobre sua cabeça havia centenas de estalactites no teto da ampla caverna, cuja cor estava perto do laranja ou vermelho, dependendo da oscilação das chamas. Quando se levantou, observou que aos pés dos aposentos uma cesta repleta de mamões, seus frutos prediletos. Num giro pelo lugar pôde ver a amplitude da caverna que era repleta de aberturas laterais, eram como portas que poderiam dar em qualquer lugar.
Indignada começou a rodar em volta de si e gritar desesperada:
- Esù, Esù, onde está você? Por que me abandonou aqui?
Sua voz ecoava pela caverna fazendo parecer que havia muitas pessoas lá arremedando sua voz, isto irritava fazendo com que ela colocasse as mãos aos ouvidos e ajoelhar-se no chão. Depois de muito choro e lamentos, decidiu calar-se. Quando se levantou para arriscar entrar em uma das aberturas da caverna, ouviu um barulho que parecia ser de alguém que chegava.
De uma das aberturas atrás dela surgiu sorridente Esù, perguntando docilmente:
- Oh! Minha amada, já acordou?
Desculpe-me a ausência, precisei retirar-me por um instante apenas para guardar o meu pedaço de Oorum.
- Você não cumpriu o combinado!
Trazia-me no colo e de repente, acordei aqui sozinha, sem nem saber como aqui cheguei! Disse ela furiosa.
- Nada posso fazer se no meio do caminho você adormeceu. Mas não vejo onde não cumpri o combinado, já que você agora conhece minha caverna. Não se alegra ao saber que é a única a conhecê-la? Disse ele astutamente deitando-se sobre as peles.
Vendo a possibilidade de seu plano ir por água abaixo, ela se jogou ao chão e começou a chorar.
Comovido pelos soluços da Iyàgbá, ele chegou perto e lhe acariciou os cabelos, tirando deles as pétalas das flores soltas. Percebendo a comoção do pandego, ela chorava mais e mais.
- Não é necessário tal pranto, o que fiz eu de errado? Perguntou Esù pacientemente.
- Nada - disse ela, enxugando as lágrimas do rosto com as mãos - eu que sou uma tola.
Como posso estar aqui aos prantos na presença de tão viril e belo òrìsá?
- Então por que chora? Disse ele totalmente embebido em sua vaidade.
- É que eu gostaria de tocar o pedaço do Sol, uma vez que é parte dos meus pais, que há muito me deixaram em nome de iluminar o mundo em que vivo. Sinto que isto me faria matar um pouco da saudade que sinto deles.
- Sinto seu pesar, mas acredito que tal objeto só aumentará a falta que sente! Disse Esù, procurando esquivar-se.
- Engano seu, eu sei que será bom para mim! Ela insistiu.
- Bom! Então eu vou buscar! Concluiu virando-se em direção à abertura de onde saíra há pouco.
- Não! Espere! Eu não vou ficar aqui só de novo! Falou, correndo atrás do pandego.
- Lamento, mas não poderá ir até minha gruta secreta! Esù mostrou-se arredio.
- Por que não quer que eu vá até sua câmara secreta, se nem sequer sei chegar até aqui.
Esù pensou por um momento e caiu diante do argumento da Iyàgbá, concordando que ela não oferecia perigo nenhum.
Os dois iam pelas grutas, enquanto Esù, esperto, entrava em várias aberturas, procurando deixá-la desnorteada. Osun, usando de toda sua sagacidade, foi jogando pelo caminho as pétalas das flores que estavam em suas melenas, com o máximo cuidado, para ele não perceber.
Quando chegou à câmara secreta de Esù, ela ficou maravilhada, ao ver tantos pertences valiosos, e não economizou elogios ao pandego, que parecia desmanchar-se a cada palavra. Ele se abaixou e pegou a bola brilhante e entregou nas mãos dela. Uma sensação esquisita tomou conta da Iyàgbá, tal objeto mostrou que exercia uma imensa força sobre seu ser, um forte desejo de ter o pedaço de a qualquer custo, seus olhos brilhavam e espelhavam os pensamentos maléficos que passavam pela sua mente, fazendo com que tirasse os pés do chão por um instante, várias ideias sem nexo boiava na sua cabeça, o brilho da esfera fazia sua cabeça girar, girar...
- Osun! Osun! Este é o presente que ganhei de Ifá, o jogo de búzios - disse Esù entregando a ela as conchas.
As palavras dele trouxeram-na de novo a realidade, ela, como se tivesse acordado de um sonho, entregou-lhe a bola com uma imensa dor e pegou o jogo.
- Veja! É através deste jogo que fico sabendo presente, passado e futuro...
- Maravilhoso! Disse ela, pegando as conchas e comprimindo-as ao corpo como se quisesse que elas atravessassem sua pele, num estado hipnótico. Chegou a pensar em Ifá, seu tio, com ressentimento.
Enquanto Esù mostrava seus tesouros, ela não parava de pensar em como adquirir a bola dourada, às vezes soltava um elogio furtivo, tentando disfarçar seu intento.
Depois de saciada a curiosidade dela, ele a levou para os seus aposentos, para eles se deleitarem. Sem esquecer seu plano, a bela Iyàgbá entregou-se a um grande momento de amor, fazendo o pandego suar, uivar e gastar sua energia, falando falsas palavras de amor eterno com as quais ele delirava. Depois de muito tempo, o grande vigor dele caiu por terra, ela o levara à exaustão, fazendo-o cair em sono profundo.
Quando teve a certa de ele não levantaria, ela, seguindo as pétalas pelo chão, correu para o esconderijo na intenção de resgatar o objeto que, para ela, pertenciam-lhe por direito. Chegando à câmara secreta ela se abaixou para pegar a esfera, viu os búzios e decidiu levá-los também. Rapidamente ela pegou um pedaço de seu asó, fez uma trouxa onde ocultou os objetos e silenciosamente voltou para os aposentos. Na ânsia de obter o que queria, ela se esqueceu de como faria para sair dali, olhava para as aberturas na caverna e começou a sentir-se tonta. De repente prestou a atenção nas labaredas que saiam do chão e constatou que de uma das aberturas sobrava um vento quase imperceptível. Usando toda sua intuição, foi seguindo a brisa pelas aberturas da caverna.
Ao despertar todo amoroso, ele procurou Osun pelos seus aposentos na intenção de elogiá-la pela grande noite de amor. Quando descobriu que ela não estava, ele correu para a sua câmara secreta, lá deu falta de seus bens preciosos. Cuspindo fogo por toda caverna, Esù decidiu vingar-se. Foi correndo e vociferando pela gruta em direção à saída.
Osun já estava quase saindo, quando ouviu o eco dos berros de Esù. Procurando preservar-se, ela correu sem olhar para trás. Ele saiu da caverna emanando fogo para todos os lados, fazendo a floresta arder em fogo. Quando avistou um rio, ela mergulhou em suas águas, para fugir das chamas.
Esù Elegbara dos Yorubas, Legba dos fon, encerra aspectos múltiplos e contraditórios que dificultam uma apresentação e uma definição coerentes. Vamos enumerar rapidamente suas principais características:
Esù é o mensageiro dos outros Òrìsà e nada se pode fazer sem ele.
É o guardião dos templos, das casas e das cidades.
É a cólera dos Òrìsà e das pessoas.
Tem um caráter suscetivel, violento, irascível, astucioso, grosseiro, vaidoso, indecente.
Os primeiros missionários, espantados com tal conjunto, ERRADAMENTE assimilaram-no ao diabo e fizeram dele o símbolo de tudo que é maldade, perversidade, abjeção e ódio, em oposição a bondade, pureza, elevação e amor a Deus.
Esù revela-se e, talvez, o mais humano dos Òrìsà, nem completamente bom, nem completamente mal. Conhece os segredos do bem e do mal, é o fiel mensageiro daqueles que o enviam e que lhe fazem oferendas. Esù tem as qualidades de seus defeitos, é dinâmico e jovial. Foi ele também quem revelou a arte da adivinhação aos humanos.
Com a Eerupe ou “Lama”, mistura de Água e Terra, mas também vivificada por Seu Hálito e Centelha Divina (Fogo e Ar), OLORUN criou o Imole Esu Agba, o “Terceira Cabaça”, ou “Terceiro Ser Criado” ou ainda, o “Esu Ancestral”, o Imole da Dinamização, da Transformação e da Restituição, quer no Além ou quer na Terra-da-Vida e, portanto, portador de todas as Qualidades do Vermelho, do Preto e do Branco.
O Imole Esu Agba é, portanto, o primeiro Ara Orun ou “Corpo do Além”, ou seja, a “Primeira Individualidade Espiritual” a ser criada com o concurso da Matéria combinada: Fogo (Centelha Divina), Ar (Hálito Divino), Água e Terra (Eerupe, a Lama).
Sua qualidade de “Terceiro Ser Criado” o constituiu em Osije ou “Mensageiro Divino” com permissão expressa de se apresentar perante OLORUN que somente receberá Oferendas se elas forem conduzidas por Imole Esu Osije.
o Imole Esu não é um Orisa porque não pertence à Brancura. Ele pertence à uma categoria única, exclusiva e importantíssima na Classe dos Imole: a posição de Terceiro Criado diretamente por OLORUN.
Exu na Umbanda:
Os Exus Ikú-eguns usam o tridente de ferro como símbolo, cujo significado é o seguinte: o
primeiro dente representa a força positiva, o do meio a força neutra, e o último a força negativa.
O elegbará que trataremos não é este que usa tridente, o Exu em questão usa
uma ferramenta original feita de bronze ou ferro. É constituída de sete ferros voltados para cima, que simbolizam os sete caminhos do homem. Esse tipo de entidade recebe o nome de Exu Bará. A palavra significa:
OBÁ: REI; ARÁ: CORPO – “aquele que habita o corpo do homem”.
De modo geral, Exú Bará é o nome dado ao Exu ligado ao destino individual e princípio dinâmico de todas as coisas.
O Exú Bará traz no dorso um bastão de madeira com uma cabeça humana esculpida,
terminando com um gorro curvo para traz, enfeitados com as contas e búzios. Este bastão recebe o nome de ògó-elegbará.
A tendência, logo que ele se manifesta, é de acalmá-lo, de fixá-lo, oferecendo-lhe sacrifícios e procedendo à iniciação da pessoa interessada em proveito de seu irmão Ogum, com o qual Exu divide um caráter violento e arrebatado, não deixando assim de existir iniciados para Exu, os Lebasi ou olúpòna (elegùn de exu).

Qualidades de Exú Bará:

- Exú Lona ou Inã
- Exú Odara
- Exú Ojise-Ebo
- Exú Ajelu, Ijelu, Ajelu Lalu
- Exú Ifê-Milê
- Exú Barakesan
- Exú Alekefó
- Exú Alaketu
- Exú Mojubá
- Exú Ajake-Osun
- Exú Tiriri
- Exú Soroxé
- Exú Elebó
- Exú Akueran
- Exú Eleru
- Exú Yangui ou Agbá

QUALIDADES DE EXÚS:

1.Elegbára
2.Alákétu
3.Laalu
4.Jelu
5.Run danto
6.Tiriri
7.Lonan
8.Jele bara
9.Anan ou Inan
10.Bará
11.Jigidi
12.Mavambo
13.Embeberekete
14.Sinza Muzila
15.Sandú
16.Baragbo
17.Akesan
18.Baralajki
19.Betire
20.Lamu Bata
21.Okanlelogun

Bará (Exu) possui no Ijexá alguns caminhos, sendo estes, Olonan (Lanã), Olode (Lodê), Adagbe (Adague), Ijelu (Agelu) e Leba (Elegbara).
Saudação: Alúpo ou Lalúpo
Dia da Semana: Segunda-feira e Sexta
Número: 07 e seus múltiplos
Cor: Vermelho
Hermes o Esù-Elegbara do Olimpo
Já é de conhecimento geral que entre a cultura dos Deuses Gregos existiu a imolação de animais e também os ditos feitiços em troca de sacrifício e oferendas, bem mas vamos falar de Hermes o Deus Grego que se aproxima do nosso Esù.
Podemos notar na historia de Hermes muitas coisas similares ao do nosso Esù partindo do princípio Hermes era o mensageiro e interprete da vontade dos Deuses associado a fertilidade, desde o berço já mostrava sua astúcia nos negócios, tramas e artimanhas, quando criança foi à Tessalia, onde roubou parte do rebanho guardado por seu irmão Apolo, escondendo o gado em uma caverna. A seguir voltou para o berço, como se nada tivesse acontecido. Quando Apolo descobriu o roubo, conduziu Hermes diante de Zeus, que o obrigou a devolver os animais. Apolo, no entanto, encantou-se com o som da lira que Hermes inventara e ofereceu, em troca o gado e o caduceu. Hermes era invocado, a princípio, como deus dos pastores e protetor dos rebanhos, dos cavalos e animais selvagens; mais tarde tornou-se deus dos viajantes, e em sua homenagem foram erguidas estátuas à beira das estradas, assim como nosso Esu é dono dos caminhos. Posteriormente, Hermes tornou-se deus do comércio e até dos ladrões; para proteger compradores e vendedores, inventou a balança. Hermes era quem guiava as almas dos heróis ou pessoas importantes até o rio Estige, lugar que ligava o reino dos vivos com o reino dos mortos. Também considerado deus da eloqüência e patrono dos esportistas, é representado como um jovem de belo rosto, normalmente nu, vestido com túnica curta.
Exu representa um um canal de comunicação, o princípio da mobilidade. Por isto, nas Religiões de Matriz Africana sempre é aberto com invocações a esta divindade. Hermes, com suas sandálias aladas que permitem voar, é também um mensageiro. Assim como as oferendas a Exu são depositadas nas encruzilhadas, Hermes era homenageado com hermas nas esquinas e nas portas, isto é, em locais de passagem. As hermas eram pequenos monumentos feitos de pedra consistindo de um busto do deus e de um falo semi-ereto, pois Hermes era associado à fertilidade. Quanto a Exu,aprendemos com Pierre Verger que entre os Fons, Exu-Elegbara é chamado de Legba e “é representado por um montículo de terra em forma de homem acocorado, ornado com um falo de tamanho respeitável”. Tanto Hermes quanto Exu são marcados pela ambigüidade, pelo comportamento às vezes traiçoeiro e, com o perdão da palavra, malandro: logo após o seu nascimento Hermes já aprontou a primeira, roubando gado do seu meio-irmão Apolo (ambos eram filhos do prolífico Zeus). Por conta da gracinha, teve que presentear,Apolo com a cítara. Sempre de chapéu, de andar leve, esperto e músico, é difícil não aproximar Hermes dos malandros. Assim como o Hermes era quem guiava as almas dos heróis ou pessoas importantes até o rio Estige, lugar que ligava o reino dos vivos com o reino dos mortos, o Esú tem também o mesmo papel, pois quando do falecimento de um Baba ou Yia no Batuque a primeira obrigação a ser despachada é o Bara (Esù Bara) para que esse encaminhe o falecido.
Esù Elegbara dos Yorubas, Legba dos fon, encerra aspectos múltiplos e contraditórios que dificultam uma apresentação e uma definição coerentes. Vamos enumerar rapidamente suas principais características:
Esù é o mensageiro dos outros Òrìsà e nada se pode fazer sem ele.
É o guardião dos templos, das casas e das cidades.
É a cólera dos Òrìsà e das pessoas.
Tem um caráter suscetivel, violento, irascível, astucioso, grosseiro, vaidoso, indecente.
Os primeiros missionários, espantados com tal conjunto, assimilaram-no ao diabo e fizeram dele o símbolo de tudo que é maldade, perversidade, abjeção e ódio, em oposição a bondade, pureza, elevação e amor a Deus. Mas Esù de provocar acidentes e calamidades públicas e privadas, desencadear brigas, dissensões e mal-entendidos, se ele é o companheiro oculto das pessoas e as leva a fazer coisas insensatas, se excita e atiça os maus instintos, tem igualmente seu lado bom e, nisso, Esù revela-se e, talvez, o mais humano dos Òrìsà, nem completamente bom, nem completamente mal. Trabalha tanto para o bem como para o mal, é o fiel mensageiro daqueles que o enviam e que lhe fazem oferendas. Esù tem as qualidades de seus defeitos, é dinâmico e jovial. Foi ele também quem revelou a arte da adivinhação aos humanos. Seu lugar de origem é impreciso.
É a Esù que devem ser feitas as primeiras louvações e oferendas. A isso se chama, no Brasil, despachar Esù, com um duplo objetivo, o de despacha-lo como mensageiro para chamar e convidar os Òrìsà para a cerimônia e também de despacha-lo, envia-lo para longe, afin de que ele não venha a perturbar a boa ordem da festa por meio de gracejos de mal gosto. Os fios de conta das pessoas protegidas por ele são vermelhos e pretos e a segunda-feira é o dia que lhe é consagrado. Dizem na Bahia que existem vinte e um Esù; outros falam de sete, ou de vinte vinte e uma vez vinte e um, mas ele é ao mesmo tempo múltiplo e uno. Eis os nomes de Esù, segundo um informante:

Elegbara, Alaketu, Lalu, Jelu, Run Danto.

Pierre Verger ( Notas Sobre o Culto aos Orixás e Voduns )

Exú Elegbára = senhor do poder
Exú Yangi = pedra vermelha de laterita, primeira protoforma existente - água + terra -
Exú Àgbá = pai-ancestre (representação coletiva de todos os exús individuais)
Exú Obá - rei-de-todos
Exú Alakétu = título dado a exú pelos kétu da Bahia - rei do povo Kétu -
Exú Elebo = senhor-das-oferendas
Exú Ojìse-ebo = encarregado-e-transportador de oferendas
Exú Elérú = senhor do erú (carrego)
Exú Olòbe = proprietário e senhor da faca
Exú Enú-gbárijo = explicitador de mensagens
Exú Bara = o rei do corpo (obá + ara) (princípio de vida individual)
Exú Odara = aquele que guia (mostra o caminho, vai na frente)

Exú é o 1º nascido da existência e, como tal, o símbolo do elemento procriado. Mensageiro dos orixás , elemento de ligação entre as divindades e os homens, a um tempo mais próximo do mundo terreno e mais perto do elevadíssimo espaço celeste por onde transita Òrúnmìlà, é um orixá, é sempre a primeira divindade a receber as oferendas, justamente para que atue como um aliado e não como um rival que perturbe os procedimentos místicos desenvolvidos durante os rituais. Coerente com seu lugar mítico privilegiado, é ele que abre esse corpus mitopoético .
Princípio dinâmico e princípio da existência individualizada, Exú não pode ser isolado ou classificado em nenhuma das categorias. Ele é como o axé (que ele representa e transporta), participa forçosamente de tudo.
Segundo Ifá cada um tem seu próprio exú e seu próprio Olorún em seu corpo.
O nome de exú é conhecido, invocado e cultuado junto ao orixá. E é Ifá quem revela e permite-nos sabê-lo.
O Òkòtó representa o crescimento
Agbárá - poder que permite a cada um se mobilizar e desenvolver suas funções e seus destinos. Por isso recebe o título de Elegbára (senhor do poder).
Quem delegou esse poder à exú foi Olorún ao entregar-lhe o àdó-iràn , a cabaça que contém a força que se propaga. Esta cabaça está presente em seus assentos, é uma cabaça de pescoço grande, e basta exú apontá-la a algo para transmitir seu axé.
Exú Elegbára é o companheiro de Ogun.
Exú Yangi, pedra vermelha de laterita, pedaços de laterita cravados na terra, indicam o lugar de culto à Exú. Yangi é a representação mais importante de Exú e, é assim invocado:
EXÚ YANGI OBÁ BABÁ EXÚ
EXÚ YANGI rei, pai de todos os Exú.
Exú Yangi é o Exú ancestre, o Exú Agbá.
Oxé-tuwá, representante direto de exú, simboliza um de seus aspectos mais importantes, o de ser encarregado e transportador das oferendas, Òjise-ebo.
Exú por ser resultado da interação de um par, é o portador mítico do sêmen e do útero ancestral e como princípio de vida individualizada ele sintetiza os dois, É por isso que frequentemente, e, é representado pela forma de um par, uma figura masculina e uma feminina, unidos por fileiras de búzios.
Exú está profundamente ligado à atividade sexual. Representados por um falo (pênis), ou suas representações simbólicas como: os penteados de forma fálica, sua arma, o ogó - bastão em forma de pênis -, sua lança; já as cabacinhas representam seus testículos.
Exú também está representado com objetos à sua boca; dedo, cachimbo e principalmente flauta, que vem representar a atividade sexual, como absorção e expulsão, ingestão e restituição, com a flauta Exú chama seus descendentes. Portanto símbolo por excelência da fecundidade.
Exú jamais toma a forma de procriador.
Exú é cultuado tanto como lésè-égún, como lésè-orixá, e apenas por seu intermédio é possível cultuar os orixás e as Iyá-mi (mãe ancestre).
Não é apenas Òjisé-ebo, mas principalmente Òjisé, o mensageiro, fazendo a comunicação entre tudo que é oposto.
Com efeito a relação entre Exú e Ifá, é indiscutível, e Exú está representado em um dos principais emblemas característicos do culto à Ifá , o òpón, onde Exú tem sua representação em forma de rosto, de triângulos e losangos.
É no seu papel de princípio dinâmico, de princípio de vida individual e de Òjise ou elemento de comunicação, que Exú Bará está indissoluvelmente ligado à evolução e ao destino de cada indivíduo. Como tal ele também é senhor dos caminhos Exú Olònà, e ele pode abri-los ou fechá-los.
Exú fica à esquerda dos caminhos. O elemento procriado, é a prova do poder das Iyá-mi, é o pássaro, o Elèye.
Exú foi o primeiro a usar ekódide (pena de uma espécie de papagaio) na cabeça, e foi isto que o tornou decano de todos os orixás. Alguém que coloca ekódide na cabeça sem necessidade, provoca a cólera de Exú.
Enganosamente ou mal intencionados, os primeiros missionários que chegaram à África, compararam-no ao diabo, por algumas de suas formas, artimanhas e poderes atribuídos. Ele tem as qualidades dos seus defeitos, pois é dinâmico e jovial, havendo mesmo pessoas na África que usam orgulhosamente nomes como Èxúbíyìí (concebido por exú), ou Èxùtósìn (Exú merece ser adorado).
Como personagem histórica, Exú teria sido um dos companheiros de Odùduà, quando da sua chegada à Ifé, e chamava-se Exú Obasin. Tornou-se mais tarde, um dos assistentes de Orúnmilá, que preside a adivinhação pelo sistema de Ifá. Segundo Epega, Exú, tornou-se rei de Kêto sob o nome de Exú Alákétu.
É Exú que supervisiona as atividades do rei em cada cidade: o de Oyó é chamado Exú Akesan.
Como orixá, diz-se que veio ao mundo com um porrete, chamado, ogó, que teria a propriedade de transportá-lo, a centenas de quilômetros e de atrair, por um poder magnético, objetos situados a distâncias igualmente grandes.



Que Esù guie os caminhos de todos e que sempre, com sua velocidade estonteante, espalhe as sementes da paz pelo mundo.

Orikí Esù

Iba Esù Odara

Esu Odara, inclino-me.

A Ba Ni Wa Oran Ba O Ri Da

Ele procura briga com alguém e encontra o que fazer.

O San Sokoto Penpe Ti Nse Onibode Olorun

Ele veste uma calça pequena para ser guardião na porta de Deus.

Oba Ni Ile Ketu

Rei da terra de Ketu.

Alakesi Emeren Aji E Aji E M(u) Ògùn

Aquele a quem se convida e que, tão logo acorda, toma um remédio.

A Lun ( se) Wa Se Ibini

Ele reforma Benin.

Laguna Jo Igbo Bi Orò

Laguna queima o mato como oro.

Esù Foli Fò O Fi Ókò Fo Oju Anan Re

Esu arrebenta facilmente os olhos de seus sogros com uma pedra.

L A Nyan Hamana

Ele caminha movendo-se com altivez.

Ika Kò Boro Boro

O malfeitor não morre depressa.

Kò Là Kò Rà O Ba Ona Oja Ile Su

Ele faz com que no mercado nada se compre e nada se venda.

Agbo L Ara A Yaba Má Pa ( Mo) Abemu

Agbo faz com que a mulher do rei não cubra a nudez de seu corpo.

O Se Firi Oko Ero Oja

Ele se torna rapidamente o senhor daqueles que passam pelo mercado.

Bara Fi Imu Fon Awon Sebi Okò L O Si

Quando Bara assoa o nariz, todo mundo acredita que o trem vai partir.

Ero Palemo Wara Wara

Os passageiros preparam-se rapidamente.

Oriki recolhido do Livro Notas sobre o Culto aos Orixás e Voduns Pierre Verger Editora: Edusp
Exú é um orixá muito importante e foi o terceiro elemento criado diretamente por Olorun, com a mesma matéria que seria usada, mais tarde, para a criação da Terra e das criaturas. Nasceu para ser um comunicador, fazendo a ligação entre todos os orixás e os seres criados.
Exú é sempre reverenciado em primeiro lugar, antes de qualquer outro orixá, para que todas as oferendas e obrigações cheguem ao seu destino. Sua função é a de intermediário, ou elemento de transição, entre o céu (orun) e a Terra (aiye). É ele quem carrega todos os ebós para os lugares designados, mas isso, ao contrário de ser uma função subalterna, é essencial para promover a limpeza de toda energia negativa. De nada adianta oferecer um banquete completo para um determinado orixá, se Exú não for devidamente reverenciado para ser o portador da mensagem que está contida na oferenda.
As funções de Exú são muitas, e todas de extrema importância para o equilíbrio do universo, como, por exemplo, estabelecer a comunicação entre nós, seres humanos, e o nosso orixá ou protetor particular. Todos nós temos um Exú, que é individualizado, com suas formas, ou qualidades, bem definidas.
Todos têm Exú, mesmo aqueles que o tratam como demônio. Sem ele, não existiria vida, evolução, movimento, crescimento, dinamismo; enfim, estaríamos completamente estagnados e sem rumo.
Exu é o guardião de todas as passagens, inclusive entre o céu e a Terra, e das porteiras que existem em nosso mundo. É muito importante que ele fique guardando a entrada, para não deixar passar influências negativas e pessoas maléficas que possam nos prejudicar. Alguns babalorixás evocam o orixá Exú para render-lhe homenagem, mas, logo em seguida, pedem que ele vá embora para não atrapalhar as cerimônias sagradas. O que se deve fazer é pedir que ele fique guardando a porta de entrada do barracão para impedir a entrada de eguns e das oxorongás.
Não apenas os seres humanos, mas todos os seres vivos do mundo, têm o seu Exú, assim como todos os orixás (com exceção de Iroko), e todos os presságios, ou Odús do jogo de Ifá, e até mesmo Exú, têm seu próprio Exú.
Esse orixá não tem nada em comum com alguns rituais em que o sacerdote usa longas capas pretas, como as do conde Drácula. A pessoa reage como se estivesse incorporada por um espírito terrível e vingativo, fazendo trejeitos e vociferando coisas hediondas.
Um outro desrespeito, ou equívoco, que se comete contra esse orixá é o fato de associá-lo aos malandros de rua, cafetões e pessoas sem caráter, vestindo ternos brancos, gravatas vermelhas, cartolas e bengalas. Existem também as mulheres que se vestem com roupas de cabaré, usando piteira e taças de champanhe. Esses tipos de roupas e atitudes não pertencem à cultura de Exú. Exú é um ser encantado que tem como características a astúcia e a perspicácia, sabendo exatamente como achar os pontos fracos dos seres humanos, e isso não tem nada a ver com malandragem.
Exú é um orixá que conhece o íntimo do ser humano porque foi criado do mesmo material que nós. Ele sabe tudo o que nós precisamos para viver, como trabalho, dinheiro, moradia, amor, sexo, etc. Ele está intimamente ligado a nós e ao nosso protetor; por isso, em determinadas situações e problemas, nós podemos recorrer diretamente a Exú, para que ele nos abra as portas e limpe nosso caminho dos obstáculos.
Toda casa de Candomblé reserva determinados dias por ano para prestar obrigações a esse orixá, tanto para o Exú de nação, como o do babalorixá e o de cada iniciado que já tiver assentado o seu. Nessas ocasiões, deve-se dar corretamente as oferendas sagradas para cada uma das formas ou qualidades de Exú reinantes nesses terreiros, ou seja, não realizar uma única oferenda para todos os Exús coletivamente, como fazem muitos babalorixás. Cada um tem sua preferência, ou, como dizemos no Candomblé, cada Exú come de uma determinada maneira. Portanto, não se pode dar uma comida comunitária para essas qualidade do mesmo orixá. Isso causa muita quizila nas casas que agem desta forma, desencadeando um processo inevitável de desagregação do axé (força, poder), além de uma crescente desunião entre os participantes, devido à falta de comunicação e harmonia. É preciso ter muito conhecimento sobre esse orixá para alcançar suas graças e não desrespeitá-lo a todo momento
Exú é muito importante no oráculo de Ifá, revelando os mistérios de cada Odú e de todos os orixás. Orunmilá, que recebeu dele o oráculo divinatório, é um orixá fun-fun, e a ele está intimamente ligado, com muita harmonia. Portanto, não existe quizila (espécie de incompatibilidade) entre os orixás fun-fun (branco) e Exú, ou com os orixás que carregam o vermelho ou o preto. O que existe é um respeito com as interdições de cada um.
Uma característica marcante de Exú é ser o detentor e o transmissor da fertilidade e da fecundação. Esse orixá cuida da parte sexual dos seres vivos e de seus órgãos de reprodução. Nas diversas formas de representar esse orixá, como estátuas e ferramentas, vemos em destaque a genitália masculina e feminina. Algumas esculturas de Exú exibem uma forma fálica (pênis) no alto de sua cabeça. isso, longe de ser obsceno, é uma forma de exibir a extrema fertilidade de Exú.
Na concepção africana, a fertilidade é importantíssima, não só para a procriação, mas em todos os planos da existência, como na agricultura, por exemplo. A fertilidade existente no ser humano possibilita o seu desenvolvimento físico e mental, aguçando a sua criatividade e poder realizador.
Um outro aspecto de Exú é a expansão constante e infinita, que se traduz na própria evolução dos seres vivos, do planeta e do universo. Por esse motivo, a espiral é sua melhor representação.
A abertura dos caminhos também é de sua responsabilidade, sendo, por isso, constantemente evocado. Ogun, que também é o dono dos caminhos, é muitas vezes comparado a Exú, por suas particularidades. A diferença está na criação desses orixás. Exú foi o terceiro elemento criado diretamente por Olorun, e Ogun nasceu de outros dois orixás, sendo um eborá (orixá filho).
Exú, segundo a mitologia, adora inverter a ordem estabelecida, como, por exemplo, a mulher trabalhar fora de casa e o homem gerar as crianças e cuidar de todas as atividades do lar. Isso serve para incentivar mudanças e desenvolvimento. Além disso, ele é muito irreverente, adorando resolver e propor enigmas. Caminha no tempo e espaço com tranqüilidade, buscando coisas no passado, presente e futuro; por isso, é o detentor do oráculo divinatório, juntamente com Orunmilá.
As diferenças físicas que existem entre todos os seres, principalmente os humanos, é um atributo de Exú; caso contrário, seríamos exatamente iguais. A impossibilidade de comunicação entre os povos num mesmo idioma também se deve a Exú.
As dezesseis formas mais conhecidas desse orixá, que me foram passadas em meu período de aprendizado, são: Yangí, Âgbâ, Igbá Ketá, Odarâ, Osijê, Oba Babá, Enú Gbarijó, Elégbará, Bará, Okôtô, Elérù, Odusô, L’onan, Ol’Obé, El’Ebó e Alafia.
Exú sempre foi o mais alegre e comunicativo de todos os orixás. Olorun, quando o criou, deu-lhe, entre outras funções, a de comunicador e elemento de ligação entre tudo o que existe. Por isso, nas festas que se realizavam no orun (céu), ele tocava tambores e cantava, para trazer alegria e animação a todos.
Sempre foi assim, até que um dia os orixás acharam que o som dos tambores e dos cânticos estavam muito altos, e que não ficava bem tanta agitação.
Então, eles pediram a Exú, que parasse com aquela atividade barulhenta, para que a paz voltasse a reinar.
Assim foi feito, e Exú nunca mais tocou seus tambores, respeitando a vontade de todos.
Um belo dia, numa dessas festas, os orixás começaram a sentir falta da alegria que a música trazia. As cerimônias ficavam muito mais bonitas ao som dos tambores.
Novamente, eles se reuniram e resolveram pedir a Exú que voltasse a animar as festas, pois elas estavam muito sem vida.
Exú negou-se a fazê-lo, pois havia ficado muito ofendido quando sua animação fora censurada, mas prometeu que daria essa função para a primeira pessoa que encontrasse.
Logo apareceu um homem, de nome Ogan. Exú confiou-lhe a missão de tocar tambores e entoar cânticos para animar todas as festividades dos orixás. E, daquele dia em diante, os homens que exercessem esse cargo seriam respeitados como verdadeiros pais e denominados Ogans.
As pessoas estão muito equivocadas em relação a ESÚ! Acham que ESÙ serve praticamente para cobrar nossos inimigos..fazer o mal.. e tudo mais! Quando que na verdade deveriam entender que ESÙ é energia Pura...Bivalente...quem a conduz somos nós... de acordo com o que pedimos...lembrando-se de o que nós pedimos...tem volta...coisas boas...ruins... enfim acima de tudo tem que se ter uma co


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